Sede Nacional do Projeto Peixe-Boi em Itamaracá
Nos oceanários é possível dar todo o tratamento de que os filhotes encalhados precisam para uma plena recuperação. Com o passar dos anos e à medida em que aumentava o conhecimento das pessoas sobre o trabalho desenvolvido em Itamaracá, a vinda de filhotes resgatados em situação de encalhe passou a ser cada vez mais freqüente, contribuindo de forma decisiva para a conservação da espécie na costa do Nordeste brasileiro.
Na Unidade de Reabilitação são feitos estudos sobre a biologia, comportamento, alimentação e fisiologia, além de estudos médicos-veterinários, sangüíneos e genéticos. Com isso, tem-se uma oportunidade única de estudar a espécie de peixe-boi que ocorre no litoral brasileiro.
Nos oceanários vivem também peixes-bois que estavam em cativeiros inadequados, como Xica (ver Seu Amigo Peixe-Boi), que passou mais de vinte e cinco anos num pequeno tanque numa praça do Recife.
Foi em Itamaracá que em dezembro de 1996 nasceu o primeiro filhote de peixe-boi em cativeiro da América Latina. Era Xiquito, filho de Xica. Em abril de 1997, o Projeto Peixe-Boi teve outra vitória: o nascimento de gêmeas.
A experiência desenvolvida em Itamaracá permitiu que os oceanários abrigassem não apenas os filhotes de peixe-boi resgatados, mas também outros mamíferos que encalham na costa nordestina, como pinípedes e cetáceos.
Na Sede do Projeto, os visitantes podem conhecer melhor a vida dos sirênios, pois os amplos oceanários permitem uma visão perfeita dos animais e dos manejos destes. Além da observação direta, eles têm acesso a vídeos, exposições fotográficas e palestras.
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